É hora de liberar?

•Setembro 26, 2007 • 1 Comentário

Mercados pluralizados, lucros exorbitantes, facilidade no plantio, outras na compra e barreiras que impedem o desenvolvimento econômico da maconha, proibindo comercio e plantio, causa ociosidade e estagnação na economia dos paises que insistem em rotular de “ilícitos”, produtos agrícolas que, mesmo por possuírem efeitos alucinógenos, possuem ganhos e empregabilidade comparáveis aos mais lucrativos bens agro-exportadores.

Discussões sobre aumento ou diminuição do consumo como fator de risco e outras previsões futuristas que povoam artigos relacionados ao tema não serão abordados aqui, visto que tratamos de realidade e não de “achismos” ou premonições. Problemas que tangem discriminação, entre outras coisas, não comporão aqui o modelo que será apresentado, uma vez que se trata de uma analise de cenários econômicos e por se tratar de um tema polemico pode gerar discussões fora do âmbito focal, fugindo do objetivo inicial que é a análise econômica dos fatos. ¹

Com um mercado consumidor e produtor cada vez mais em ascensão, segundo dados preliminares da ONU, o Brasil vem tendo um crescimento bastante significativo no mercado mundial de entorpecentes, obtendo um lucro anual em torno de 11 bilhões de dólares. O banco mundial, estima que o consumo de drogas ponha em movimento cerca de 100 bilhões de dólares², cerca de 2 a 5% do PIB mundial.

Desde a década de 80, o pais passou a representar mercado produtor e consumidor de maconha, representando, segundo estudos do UNSDRI, um mercado que apresenta potencial de expansão nos próximos anos.

Segundo dados do CEBID, só no Brasil, cerca de 5 milhões de pessoas são usuários da droga, e cerca de metade da apreensão da América do Sul é feita no pais. Assim, para termos uma noção dos números que estão sendo tratados aqui, o mundo hoje conta com 227,5 milhões de usuários e em franca ascensão.

O plantio emprega uma produção de 15 vezes o preço da lavoura de cebola³, por exemplo, mas sabe-se que após a liberação esses lucros exorbitantes irão cair, por conseqüências claras de impostos, legalização dos trabalhadores, etc, o que a primeira vista baixará o lucro, mas não de forma significativamente baixa que seja capaz de tornar a maconha menos lucrativa que outros produtos agrícolas.

Podemos aqui citar ainda que com um consumo mundial em ascensão, temos um grande potencial de exportação do produto beneficiado ou até mesmo das sementes, também representa um mercado em crescimento e lucrativo.

Pelos programas do não-incentivo ao uso de entorpecentes, vemos no país, uma taxação exorbitante nos produtos assim classificados e pelo visto com a maconha não seria diferente. Hoje, o sistema de saúde publico e particular atendem casos do abuso da droga, ou seja, mesmo legalizada ou não, já se atendem tais problemas nos hospitais e clinicas, onde, a coeteris paribus 5, não precisariam serem feitos investimentos onde já se possui uma capacidade instalada e trabalhando. Com uma maior arrecadação, inclusive com licenças de produção e legalização de funcionários, toda a parte burocrática necessária ao desenvolvimento desse segmento representaria um peso morto no que tangem as discussões sobre perca de bem-estar por parte do governo.

Estudos comprovam que o uso medicinal da maconha é útil no tratamento da varias doenças inclusive o mal de alzaimer, entre outros. Maiores investimentos na área medicinal e ao isolamento de substancias, como a do apetite, podem apresentar inovações nos sistema medicinal, apresentando assim outra capacidade ociosa não correspondida por leis que travam um desenvolvimento potencial.

Estima-se que no Brasil, são produzidos em torno de 287 toneladas de maconha, a um preço em torno de R$ 30 ao produtor – por quilo-, onde nas principais capitais chega a ser vendida a R$ 400 reais o quilo. Ainda segundo os dados do UNDCP4 28 toneladas da erva são apreendidas por ano, tendo uma área agricultável de 4,592 por 1.000 hectares, ou seja, só de pés de maconha destruídos conta-se 725,39 toneladas de uma produção de 7.435 toneladas da erva, constatado uma ineficiência no combate e apreensão, que mostra seus primeiros sinais de descriminalização não suficientes economicamente.

E é hora de liberar?

O debate aquece e destoa na sociedade e entre os estudiosos do tema, bem verdade é que com uma análise ainda preliminar, podemos perceber que a maconha é um negocio lucrativo e fruto de uma discriminação histórica. Com números que ultrapassam boa parte dos bens da agricultura aceita, a maconha representa um potencial econômico que não se sabe por medo ou acomodação, não dá sinais de liberação mas que logo em breve, precisará entrar em debate e serem resolvidos os problemas que envolvem uma situação dada e que muito embora não apresente grandes gritos de liberdade, se mostra cada vez mais presente nas perdas sociais e imbricadas na sociedade de uma forma significativa e continua.

 Mas será que estamos prontos?

 

¹este projeto ainda está em fase de conclusão, não sendo o artigo original que ainda sofrerá inúmeras modificações e trará gráficos e modelos que facilitem a compreensão

²”the market of the drugs, moves US$ 100 bilions fot the systems banking and financial on shore and offshore. According to FMI of 2 a 5% of the wold-wide GIP”

³Galileu, maio nº190, pág. 36

4 Dado a extensão do território nacional pareceu mais verossímil utilizar as taxas proporcionais para as relações entre apreensão‑produção‑área agricultável utilizada para o mundo. Essas taxas, entretanto, não correspondem, por exemplo, à produção colombiana. No caso mundial as taxas são apreensão/produção=1/10,25; produção/área agricultável=1/16. No caso da Colômbia as taxas são apreensão/produção=1/3,48; produção/área agricultável=1/1. Isso significaria o seguinte no caso brasileiro e nos casos de Bahia e Pernambuco: Em 1998, apreendidas 28 tons., produção: 97,44 tons., área agricultável:97,44 ha. Para Bahia e Pernambuco, ano 2000, considerando os pés de maconha destruídos, apreendidos/destruídos: 725,39 tons., produção: 2.524 tons., área agricultável: 2.524 ha.

5 tudo ou mais constante

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Analisemos a crise aerea…

•Agosto 3, 2007 • 1 Comentário

Primeiro vamos pensar economicamente (como nao poderia deixar de ser)
com a antiga malha e a concorencia que foi instituida com a chegada de novas companhias aereas, o preço das passagens precisariam ser barateadas, nao podemos deixar de citar que a dezenas de anos nao vimos nossa economia tao aquecida com uma taxa de juros tao baixa e uma divida externa tao equilibrada… pensemos e acreditemos que nossa economia hoje caminha - veja bem, eu disse caminha - para um exito historico a muito tempo nao apreciado pela sociedade… assim façamos saber que com um poder de compra maior mais brasileiros viajam de aviao e adquirem outros bens, mas vamos nos ater a aviacao!
que se faça entender, que as empresas possuem um limite maximo de atividade, alem desse limite é impossivel, pode-se ultrapassar essa barreira apenas com um investimento e isso é essencial… entenda que essa capacidade máxima tambem é relacionado a aeroportos, existe sim um limite pra estrutura que hoje temos, no Recife por exemplo, por maior investimento que tenha sido feito no aeroporto daqui, a dois anos ele estará em sua capacidade maxima…
voltemos a crise aerea…
as empresas estao em sua capacidade maxima, isso é um fato!
os aeroportos se aproximam dessa capacidade cada vez mais!
investimentos serão feitos?
que bom, mas precisamos que os preços das passagens subam consideravelmente para que a demanda diminua, ou voce viu um caos desse quando alguem comprava passagem a R$50?
Tá na hora dagente assumir q vive num sistema capitalista e elitista…
cuidemos da segurança, e assim e só assim aumentemos a oferta num grau paupavel…
tá na hora de deixar de fingir que a classe menos favorecida tá sendo acolhida!
e da oposição parar de encher o saco pq uma pessoa fez um gesto de “fudeu”, quando na verdade “fudeu” mesmo…
E pra voce q teve paciencia de chegar até o fim, parabens =p
Porque tudo no país vira oportunismo e até tragedia é seletivo de audiencia…
Precisamos sim de gente de pulso e não de bailarinas que se incomodam com um gesto, digamos “obsceno” enquanto centenas de pessoas tentam viajar e nao conseguem, outras morrem de fome e outras ainda ao inves de estarem pensando em que empresa vao viajar, estão pensando se vao pedir dinheiro no sinal, vender balinha em onibus ou bater carteira na rua…

Abs

Metaforicamente brasileiro

•Julho 20, 2007 • 1 Comentário

Ligo a tv e vejo pessoas, vejo produtos e futilidade

pintemos nossos rostos de bandeiras multiculturais e nos joguemos

na globalizacao desenfreada das multi e dos eu’s

metaforicamente imaginemos que somos todos iguais

e assim vamos pensar em green card’s e passaportes internacionais

uma unica lingua e o lastro ouro menor que o nivel do mar

fiquemos felizes, o mundo é um lugar melhor pra todos

e nao há felicidade…

internacionalizemos todas as instituicoes e os belos monumentos mundiais

vamos conhecer o mundo que um dia foi nosso

mesmo que por ora nao saibamos que dia foi isso…

desmetaforizando pensamos nas desigualdades

e em sentimentos populares e desmaterializados

tangiveis agora sao as loucuras diagnosticaveis em consultorios

vendo pessoas vomitarem informacoes “importantes” no país do footbol

do carnaval, dos recordes de exportacao e de desigualdades até interregionais

privativamos nossos pensamentos e emocoes

shoppings, notbooks, palm tops, refrigerantes ligth e situacoes have

e pessoas atonitas multiculturalizando até preocupacoes

enquanto seu Zé se preocupa com a falta de alimento pros seus filhos

o Sr. Cavalcanti tá se perguntando se compra um Lcd ou uma tela plana

até roupa perdeu o nome: “comprei um puma e um adidas”

cade o estupefato milagre das instituicoes democraticas?

meus sentimentos foram expurgados e todo mundo reza prum mundo melhor

exorcizemos os pensadores e que sao por hora utopicos

numa mesa de bar discutimos as desigualdades sociais

pagamos a conta e lá se vai o estimulo doque ali mesmo repudiamos

 

Falando em economia…

•Julho 12, 2007 • 2 Comentários

Com uma proposta simples e inovadora, o reformulando abre suas portas as discussoes economicas nacionais e internacionais, com análise dos dados e dos panoramas totalmente livres de manipulações politicas que muito vemos em divulgacao pelos meios de comunicacao que alienam e viciam a sociedade a pensar linearmente!

Com uma abordagem simples, trata-se de temas não só economicos, com textos para reflexao dos leitores e outras formas de expressao!

Falando em economia…

Sejam tres vezes bem vindos!

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